Além do Abraço – parte 6
Segunda parte
10 – Sozinho no mundo
Primeiro minha vida foi tirada e agora minha imortalidade não passa de mera sobrevivência. Meu mestre e senhor me manipulou e praticamente ceifou o que ele tinha me dado. Nada mais de bailes e de luxos, nem mansões, nem inocência, mas uma coisa ele me deixou e muito, o conhecimento!
Só uma coisa me mantém vivo, uma lembrança!
Uma pessoa sem maldade, um amor, um arrependimento! Todo o resto foi culpa minha, eu quis brincar, eu quis jogar, mas com ela não, ela me desviou e só pela vontade de encontrá-la de novo eu sobrevivo!
Hoje já não quero mais badalação e mortes fenomenais, eu quero mais do que nunca me redimir contra meus crimes e me manter vivo, pra isso eu não posso chamar atenção.
Parece sempre que as sombras estão me seguindo, os becos e a meia-luz me vigiam e cada sussurro da cidade parece chamar pelo meu nome.
Eu já estava viajando a mais ou menos três dias de carona e com a mesma roupa. Também fazia três dias que eu não me alimentava. Até que eu cheguei a uma cidade, bem grande por sinal.
Melhor pra mim, é muito mais fácil ficar incógnito numa cidade em que ninguém conhece ninguém!
Eu também não tenho mais ninguém no mundo a não ser meu irmão que eu nem fazia idéia em que país ele estava, eu só tinha um e-mail para me comunicar com ele. Mas afinal, não custava tentar!
Não foi difícil achar um cyber-café numa cidade como aquela e a coisa mais incrível aconteceu, logo que mandei o e-mail, já tinha uma resposta dele na minha caixa de mensagens!
A mensagem só tinha um nome e um endereço! Que nome mais bonito, Morgana. Coisas de meu irmão.
Fui até o encontro dessa mulher que me recebeu meio mal, mas logo que eu disse o nome de meu irmão ela quebrou o gelo.
-
Você é irmão daquele traste?
-
Traste? Como assim?
-
Nada, o que você quer?
-
Ajuda!
-
Pra…?
-
Retomar minha vida!
-
Que vida?
-
… A minha…
-
Olha, ao meu ver você está morto e a partir daí isso já não é assunto meu.
Como raios ela sabia?
-
Eu simplesmente sei! E eu não vou te explicar!
Como ela tinha lido minha mente? Que mulher mais estranha.
Ela tinha cabelos negros, longos e bem lisos, a pele bem branca, mas não pálida como dos vampiros e quando eu tentei usar meus poderes nela eu pude ver que realmente ela era humana, mas que mortal estranha!
-
Olha, se você vai ficar se perguntando, sim, eu sou mortal e sim, eu sei quem você é! E por isso mesmo me dê um bom motivo pra mim te ajudar!
-
Informações! É o suficiente?
Ela sorriu, mas logo ficou com uma cara de preocupada.
-
E o que você quer em troca?
-
Algum tipo de proteção e ajuda para encontrar uma pessoa.
-
Entre!Você não quer ficar aí na porta, né?
Eu entrei e a casa me encheu com uma sensação de poder. Era uma casa modesta de um andar, nada comparado às casas que eu estava acostumado. A casa tinha uma sala de estudo, um quarto, um banheiro e uma pseudocozinha, mas ela exalava poder, não dos móveis, algo que eu não podia explicar.
-
O que exatamente você tem pra me oferecer e quem você quer que eu encontre?
-
Eu tenho todo meu sangue, meu conhecimento sobre a sociedade vampírica…
-
E o que você acha que eu vou fazer com isso?
-
Eu não sei, mas você sabe, senão não me deixaria entrar.
Eu a peguei nessa.
-
E quem você quer que eu ache?
-
Uma menina!
-
Sua filha?
-
Não… Meu amor.
-
Mortal? Por que se for eu não…
-
Não! É como eu. Ela é como eu.
-
E o que Luiz tem a ver com isso?
-
Ele é meu irmão!
-
Hahahahaha…
-
Que foi?
-
Só ele pra ter um irmão vampiro mesmo! Vamos, senta.
Nós estávamos na sala de estudos dela, parecia uma biblioteca de velharias muito mais do que outra coisa. As paredes eram cheias de trepadeira, aquela planta. O que era realmente estranho, já que o lugar não era nem arejado, nem iluminado! E em cada canto ela tinha uma orquídea. Nunca tinha estado num lugar tão estranho.
-
Bom, mas vamos falar de negócios!
-
Certo!
-
Como é essa sua menina? Você tem alguma coisa dela?
-
Tenho minha lembrança. Serve?
-
Por enquanto sim. O nome?
-
Só o primeiro nome…
E assim foi, eu disse pra ela tudo que eu sabia e ela foi pro computador. Já estava amanhecendo e ela me ofereceu um lugar pra dormir, dentro da geladeira! Eu aceitei, mas não preguei os olhos um segundo, afinal eu poderia ser morto qualquer instante durante meu sono.
Quando eu senti que era hora do anoitecer, eu saí da geladeira, que em nada parecia com a minha cama na casa de Albert, lençóis de seda.
E ela estava no computador, ainda! Ela era o que? De ferro?
-
Quase achei!
-
Olha, Morgana, eu vou ter que sair pra…
-
Tá!
Eu fui caçar! Já estava quatro dias sem sangue e isso já estava me deixando meio estranho, eu nunca tinha ficado um dia sem comer antes!
Sai pelas ruas vagando e vi um grupo de teatro fazendo uma apresentação da, adivinhem, da “Branca de Neve e os Sete Anões”. Minha primeira vítima foi a Branca de Neve e isso me deixava louco de vontade de sugar aquela atriz.
O espetáculo terminou logo, eles agradeceram e foram colocar as coisas deles dentro do furgão, foi quando eu me aproximei dela.
Ela era exatamente como a primeira, bem branca, cabelos negros e lisos e os lábios rosados. Ela me olhou com cobiça, afinal eu não sou de se jogar fora.
Logo eu estava enturmado com a troupe toda, e eles me convidaram pra sair com eles, ir pra qualquer bar, eu fui. Depois de algumas doses no tal bar, meio barra-pesada, ela me pegou pela mão e me levou para o furgão da troupe.
Ela, primeiro de tudo, trancou a porta, depois sem falar nada foi comigo até um canto do furgão e tirou um saquinho, que parecia fumo, e ali na minha frente ela começou a preparar um cigarro de maconha.
Ela fez, acendeu, fumou, me ofereceu. Eu recusei.
Ela era bastante atirada sem aquilo, imaginem com mais entorpecentes. Depois de um tempo ela se levantou e começou a me beijar e vagarosamente a tirar a roupa que ela estava. Ela estava com um vestido de alcinha e era realmente muito bonita.
Já nua, ela deitou sobre meu corpo, eu a afastei um pouco e perguntei se ela queria o maior prazer que ela já tinha experimentado? E ela disse que era tudo que ela mais queria.
Eu vagarosamente a deitei na cama que tinha no furgão, a acariciei, e comecei a sugá-la no seio. Ela desmaiou, mas eu não a matei, eu lambi o lugar onde eu tinha sugado para não deixar marcas e fui embora.
Eu não sabia que sugar sangue com drogas ilegais era assim, o efeito depois é de como se eu tivesse fumado. E no caminho da casa de Morgana eu juro que vi Ariadne me seguindo, eu corri até a casa e quando entrei os livros tinham ido embora e Morgana também.
Eu me desesperei! Eles tinham me encontrado e me pegado, pegado Morgana!
Mas, então, ela saiu do quarto com uma mala.
-
Está pronto garotão? Vamos partir agora mesmo, eu achei sua preciosa Helena!
11 – Na estrada
Eu quase dei pulos e ela falou que tinha alugado um carro e que iríamos pra muito longe.
E assim foi! Durante o dia, eu me enrolava em cobertores e ficava no porta-malas e de noite eu conversava com Morgana, assim, ela ficou a par de todas as minhas aventuras e desventuras, de muita coisa que eu aprendi e das coisas que meu sangue podia fazer.
Falei pra ela ter cuidado em beber o sangue de vampiros.
E fiquei observando como eu nunca a vi dormir, mas talvez ela durma de dia.
Porém ela sempre parecia continuar a dirigir enquanto eu dormia. E duas semanas se passaram.
Um dia chuvoso do final de mês de Agosto nós chegamos até uma cidade que mais parecia saída de um conto medieval que qualquer coisa, não que tivesse grandes castelos, mas parecia um vilarejo.
12 – A ilha misteriosa
Cidade pequena. As pessoas pareciam olhar diferente só por que eu e Morgana andávamos de carro. Aliás, eu não tinha visto nenhum carro por ali, o que era muito estranho.
Nós já estávamos viajando há um mês mais ou menos e pela primeira vez Morgana quis dormir!
Quando descemos do carro, nós vimos um lugar que se dizia uma taverna, e dentro parecia ainda mais. As mulheres lá usavam vestidos longos e espartilho e eu não tinha visto ninguém de jeans em toda a cidade!
Morgana logo que conversou com o taverneiro veio até mim e disse que tinha conseguido dois quartos pra gente e roupas mais adequadas. O quarto dela era subindo uma escada e o meu era descendo a tal escada. Eu fui conduzido até meu quarto por uma bela moça ruiva que me olhava com admiração. Quando chegamos até uma porta dentre umas vinte, ela encostou-se à parede e fazendo cara de ingênua me pediu para transformá-la em uma igual a nós.
-
Igual quem, criança? – ela parecia ter uns vinte e um anos.
-
Igual a vocês que se hospedam aqui em baixo.
-
Quem se hospeda aqui em baixo?
Ela enrubesceu, e sorriu. Ela levantou a manga da sua blusa e me mostrou muitas feridas de presas, e sorriu mais ainda.
-
Posso entrar?
-
Não senhorita, não pode.
-
Por que?
-
Porque essa vida ao contrário do que a senhorita pensa, não é boa.
-
Então o senhor admite que é um deles?
Quem ficou encabulado fui eu.
-
Não precisa ficar encabulado! Você agiu bem, não se pode confiar em criaturas da sua natureza por aqui, eles sempre tentam algo.
Ela passou a mão nas feridas e elas se curaram como num passe de mágica. Como se as feridas fossem só uma ilusão de ótica.
-
Mas você sabe quem sou eu, o que sou eu?
-
O que você acha?
Ela não disse isso num tom de sarcasmos, mas sim com um tom doce, sorrindo. Ela me encantou com aquele sorriso.
-
Vamos! Entre e veja se você gosta da sua roupa.
Quando eu entrei no quarto, tinha uma roupa de gala daquele estilo bem antigo, medieval. Uma roupa de nobre, não de camponês.
-
Gostei muito! Obrigado. Como é seu nome mesmo?
-
Viviane! Meu nome é Viviane. E seja bem vindo a minha ilha.
Afinal, o que era aquilo? Onde Morgana tinha me levado? Ilha? Afinal, onde eu estava?
Mas eu vesti minha roupa e subi até a taverna.
Viviane sentou-se à mesa comigo.
-
Quais são suas dúvidas?
-
Por que Morgana me trouxe aqui?
-
Porque aqui é seguro, seguro contra seus inimigos.
-
Você conhece minha história?
-
Conheço o que você pensa dela.
-
Onde é aqui?
-
Onde você não pode chegar sozinho.
-
Mas… Essas respostas me deixam com mais perguntas ainda.
-
É assim que as respostas são, pra isso que elas servem.
-
Você sabe sobre Helena?
-
Sua bela Helena está vindo pra cá.
Nesse instante meus olhos brilharam. E eu confiei totalmente naquela senhora.
-
Meu irmão, ele está bem?
-
Está muito bem, você quer vê-lo?
-
Muito!
-
Então venha comigo!
Ela nos levou da taverna até uma espécie de biblioteca muito grande, com um fosso bem no meio. O teto era aberto de forma que fosse um pouco menor que o fosso e a luz da lua naquele momento parecia preencher aquela água toda.
Ela começou um ritual interessante e depois de uns quinze minutos a imagem de meu irmão apareceu ali naquele fosso.
Ele estava andando numa rua e entrando num prédio, ele subiu uns dois lances de escada e acabou no quarto dele, quando pareceu notar que estávamos olhando pra ele. Sorriu, Viviane também estava sorrindo. Ela fechou a janela, ou melhor, o espelho do fosso, ou… Bom, aquilo.
-
Logo ele estará entre nós, assim como sua amada e bela Helena.
Eu esperei.
13 – Segredos do meu irmão
O primeiro a chegar foi meu irmão, ele estava com uma roupa parecida com a minha, como se fizéssemos parte de uma família respeitada naquela cidade, tínhamos uma espécie de brasão bordado na nossa roupa.
Meu irmão é como eu, loiro, alto e olhos bem azuis. Assim que ele me viu ele veio em passos firmes, mas decididos me abraçar. E quando me abraçou, ele me ergueu do chão.
-
E aí maninho? Como é que vai? – ele tinha um sorriso suave nos lábios.
-
Bem mano. Tirando as tragédias… Mas como você chegou aqui em meia hora? Onde você estava? Onde é aqui?
Ele riu da minha curiosidade.
-
Calma! Eu estou morando em Paris, irmão! E aqui? Bom…Na verdade, você não pode saber! Só posso te dizer que aqui é um lugar sagrado e, aliás, cheio de mulheres bonitas.
Ao dizer isso, eu vi Morgana descendo a escada da taverna toda vestida de veludo vinho. Ela estava mais linda que nunca e veio em direção à nossa mesa, abriu um belo sorriso. Meu irmão se levantou.
Ela deu um tapa na cara dele.
-
Isso foi por ter me deixado daquele jeito!
Depois ela deu o beijo mais apaixonado que eu já tinha visto.
-
E isso por estar de volta!
-
Morgana continua a mesma.
Ele disse isso num tom um pouco irônico.
Afinal o que eles eram? Namorados? Amigos?
-
Lucio venha conosco, queremos te mostrar uma coisa.
Dizendo isso, Morgana me estendeu a mão e me levou até uma casa do vilarejo que parecia ser uma escola.
Assim que entramos um monte de crianças olhou pra nós e uma delas levantou e veio correndo até o encontro de nós três. Era uma menininha de uns oito anos mais ou menos, de pele branca, cabelos negros e olhos azuis.
-
Mamãe, Papai!
Ela abraçou os dois.
Eu fiquei chocado.
-
Quem é ele papai?
-
É seu tio minha filha.
-
Ele é frio. Por que papai?
Nós a levamos pra fora da escola.
Morgana disse que isso ela iria aprender depois, no último ano da academia.
-
Agora filha vai com as outras crianças que já está na hora de dormir.
-
Tchau pai…Tchau mãe…Tchau tio Lúcio.
-
Tchau Vivi.
Eu vi tudo e não pronunciei uma palavra. Não tava entendendo nada.
Então uma coisa estranha aconteceu, meu irmão falou comigo em pensamento.
“Ela é nossa filha, minha e de Morgana, ela tem nove anos e seu nome é Viviane”.
Eu fiquei apavorado, nunca tinha visto isso.
-
Calmo maninho!
-
Vocês são casados?
-
Não Lucio, não somos. – essa foi Morgana que respondeu.
-
Então como…
-
Meu irmão! Você não quer que eu descreva o que nós fizemos para “fazer” nossa filha não é? Hahahaha. – esse meu irmão é um debochado!
Nesse instante eu me lembrei da minha filha, bom quer dizer…Minha não era de verdade, mas eu a criei. Mas ela sabia que eu não era pai dela.
-
O que foi irmão?
-
Nada! Estava lembrando do meu passado.
-
Bom mano, mas agora eu quero saber exatamente o que aconteceu com você.
Foi um longo papo e o dia estava quase lá e eu desci até meus aposentos e dormi.
Na noite seguinte Helena chegou.
14 – Meus pecados
Eu subi até a taverna e lá estava ela, tão assustada quanto eu quando cheguei lá. Eu me fiz invisível e a segui até o quarto que foi destinado a ela e vi mesma prova que Viviane fez comigo. E Helena, como eu, recusou transformar alguém em vampiro. Viviane se retirou olhando pra mim e disse na minha mente: “Não vai assustar a moça”. Eu sorri.
Helena entrou no quarto para se trocar e eu fiquei esperando na porta do lado de fora.
Quando ela saiu do quarto estava linda!
Seu cabelo ruivo cacheado caia sobre seus ombros enquanto o vestido verde contrastava com sua pele alva e seu colo estava ressaltado pelo decote.
Eu vi em seus olhos que ela queria fechar a porta na minha cara, mas não o fez. Mas também não sorriu.
-
Olá Helena!
-
Oi.
-
Você está linda como uma flor.
-
Você está como um monstro, que é.
-
Eu não queria…
-
Você acha que eu sou idiota? Eu vi o que você fez! Você produziu a menina, você a levou para a morte e ela não tinha nada a ver com aquilo. Ela era inocente e não adianta me dizer que foi Cassiano, foi você!
-
Você tem razão, mas eu mudei.
-
Velhos hábitos nunca mudam.
Ela parecia Albert falando.
-
Eu posso te provar que eu mudei!
-
Como?
-
O que você quer que eu faça?
-
Se joga no sol nessa manhã, é o melhor que você faz.
Ela estava fria, eu chorei e ela desviou de mim. Eu fiquei no chão, ali deitado, chorando sangue.
Eu permaneci inerte naquele lugar, deitado durante a noite toda pensando que eu realmente merecia aquilo.
E decidi realmente ficar ao sol na manhã seguinte.
Eu permaneci deitado ali durante muito tempo e já era quase 4 da manhã quando eu decidi me levantar e escolher um lugar calmo e onde o sol batesse de forma direta quando meu irmão gritou pelo meu nome.
-
Estava te procurando, você está todo sujo de sangue, o que aconteceu?
-
Nada irmão!
-
Ela te rejeitou meu irmão?
-
Ela me pediu para que eu visse o sol e é isso que eu vou fazer!
-
Você está louco? Como assim ver o sol? E depois, o que você esperava? Que ela viesse te beijar assim que te visse?
Eu não estava ouvindo muito bem o que ele estava falando, continuei caminhando.
-
Aliás, irmão, eu vim te falar que Helena sumiu também!
-
Como assim sumiu?
-
Sumindo!
-
Vocês não têm controle sobre quem entra e quem sai desse vilarejo?
Eu não esperei ele responder. Sai correndo da taverna à procura de Helena, afinal já estava quase amanhecendo.
Eu corri por toda a vila e pela floresta em volta da vila gritando como um louco e deitado na relva eu olhei para o céu que estava ficando azul claro quando Helena apareceu me estendeu a mão e me levou até uma caverna totalmente escura, amanheceu lá fora.
-
Você é louco? Queria se matar?
-
Queria.
-
Porquê?
-
Por que eu te amo mais que tudo, mais que a minha vida…
-
E o que eu tenho a ver com você se matar?
-
Você disse pra eu me jogar no sol…
-
Eu não queria…
Ela se conteve e ficou alguns segundos em silencio como se ela não quisesse estar ali comigo.
-
Sabia que eu estou sendo caçada?
-
Porquê?
-
Albert mandou pro conselho dos vampiros que nos caçassem pela morte de Cassiano, do Feioso e do Cristiano, aquele mauricinho…
-
Mas eu os matei, não você.
Ela olhou pra mim como que assustada.
-
Você acha que matou a todos sozinho?
-
Como assim?
-
Você atacou Cassiano e eu matei os outros.
-
Porquê?
-
Eles iam te atacar e Albert também nos ajudou.
-
Então você salvou minha vida?
-
Você achou que poderia derrotá-los sozinho?
Mais alguns segundos de silêncio.
-
Helena, você é o amor da minha vida e eu não posso viver sem você, sem você eu estou morto…
-
Calma Lúcio!
-
Eu queria que você me amasse…
-
Olha, nós não poderemos ficar aqui para sempre!
-
Porquê?
-
Você acha que está certo a gente usufruir daqui desse jeito? E o dia que a gente precisar de sangue? Você sugaria quem?
-
Eu não sei…
-
E além do mais nós temos que nos livrar da culpa ou ao menos eu quero viver sem ser caçada por causa dos outros.
-
O que você sugere?
-
Sugiro que nós saíssemos daqui e depois que a gente casse quem nos caça. Eu conheço algumas pessoas que podem nos ajudar.
-
Nos? Nós dois?
-
Você quer sobreviver?
-
Quero!
-
Agora eu vou dormir e bom dia!
Ela virou para o lado e dormiu, durante esse dia, eu velei o sono dela e na mesma noite nós saímos de lá.
Morgana voltou para sua cidade, meu irmão para Paris e minha sobrinha continuou na academia, eu não sei onde eu estive e como eu cheguei ou saí de lá.
ricardo disse,
Maio 7, 2008 às 11:35 pm
Mto legal e criativo Meu!
1n1recalde disse,
Maio 8, 2008 às 1:41 pm
Muito Obrigada